Pará registra a maior queda de vagas de empregos formais do Norte

Pará registrou perda de mais de 16 mil postos de trabalhos.
Setores mais atingidos foram a Construção Civil, Comércio e Serviço.


O Pará registrou a perda de mais de 16 mil postos de trabalhos formais no primeiro semestre de 2016, de acordo com balanço divulgado nesta quarta-feira (27). Os setores mais atingidos foram a Construção Civil, Comércio e Serviço. O resultado deixa o Pará com a maior queda nos postos de trabalho entre os estados da região Norte.

O estudo foi elaborado pelo DIEESE-PA com base em informações oficiais do Ministério do Trabalho segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED).

O balanço mostra que de janeiro a junho de 2016, o saldo de empregos formais foi negativo. Foram 136.613 admissões contra 153.158 desligamentos, gerando saldo negativo de 16.545 postos de trabalhos com decréscimo de 2,13% na geração de empregos formais.

No mesmo período de 2015, o saldo de empregos formais registrou 180.450 admissões contra 189.274 desligamentos, gerando um saldo negativo de 8.824 postos.
Tendência de queda

Em junho, foram registradas 22.317 admissões contra 24.417 desligamentos, gerando um saldo negativo de 2.100 postos de Trabalhos no Setor Formal da Economia com um decréscimo de 0,28% em relação ao mês de maio.

No mês de junho de 2016, os Setores Econômicos do Estado do Pará que apresentaram as maiores perdas de empregos formais foram: Comercio com decréscimo de 0,55%, seguido do Setor da Construção Civil com decréscimo de 0,48% e Setor Serviços com decréscimo de 0,36%. Na outra ponta, o destaque positivo ficou por conta do Setor Extrativo Mineral com crescimento de 0,74%, seguido do Setor da Indústria de Transformação.

Em junho de 2015, o Pará também apresentou saldo negativo de empregos formais, só que menor que o verificado este ano: foram 29.247 admissões contra 30.957 desligamentos, gerando um saldo negativo de 1.710 postos de trabalho.

Regional
No período analisado, o Pará foi o estado que apresentou a maior perda de empregos formais com saldo negativo de 16.545 postos de trabalhos, seguido do Amazonas com saldo negativo de 15.330 postos de trabalhos, de Rondônia com saldo negativo de 5.260 postos de trabalhos, do Amapá com saldo negativo de 2.636 postos de trabalhos; Acre com saldo negativo de 1.546 postos de trabalhos e do Tocantins com saldo negativo de 597 postos de trabalhos. Também no mesmo período, apenas Roraima apresentou geração de empregos formais com saldo positivo de 117 postos de trabalhos.

Em todo o Norte foram feitas 325.915 admissões contra 367.712 desligamentos gerando um saldo negativo de 41.797 postos de trabalhos no emprego formal com decréscimo de 2,26%.

Reprodução: G1 Pará