Custo de transporte, tarifas e demora na fiscalização travam exportações do Norte

Confederação Nacional da Indústria aponta que, em grande parte, a situação mostra a falta de competitividade das empresas exportadoras.

Manaus - Custo do transporte, cobrança de tarifas e o tempo para fiscalização, despacho e liberação de produtos são os principais entraves à exportação na Região Norte, segundo levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Fundação Getulio Vargas (FGV) com 847 empresas exportadoras do País. Essas empresas representam 4,17% das 20.322 empresas brasileiras que exportaram em 2015, de acordo com dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.

Quando analisados os principais obstáculos de acesso ao mercado externo, a burocracia administrativa, as medidas sanitárias e fitossanitária e as tarifas de importação foram os mais indicados pelas empresas do Norte. 

Estados Unidos, China, Alemanha Bélgica, Argentina e Hong Kong são os principais destinos das empresas exportadoras da Região Norte, segundo a pesquisa. Enquanto Madeira (25,3%), Alimentos (23,6%) e Agricultura, Pecuária, Produção Florestal, Pesca e Aquicultura (16,9%) são os setores de maior atividade da região.  

Segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic), no acumulado de janeiro a julho de 2016, as exportações alcançaram US$ 106,583 bilhões, com retração de 5,6% em relação ao mesmo período de 2015. No sétimo mês do ano, as vendas externas brasileiras somaram US$ 16,331 bilhões, com retração de 3,5% sobre julho de 2015 e crescimento de 2,2% em relação a junho deste ano, pela média diária. 

De acordo com o estudo da CNI, os resultados podem ser, em grande parte, explicados pela falta de competitividade das empresas exportadoras brasileiras, que precisam superar diversos desafios para vender os produtos no mercado internacional. Burocracia, excesso de leis e tarifas, demora na liberação de mercadorias e dificuldade de escoamento tornam o processo de exportação caro e lento e aumentam o preço das mercadorias, reduzindo a competitividade dos produtos brasileiros no comércio internacional. Para aumentar a representatividade das exportações é necessário, portanto, investir em ações para alavancar o processo de exportação brasileiro.

"Reduzir a morosidade e a burocracia aduaneira e alfandegária, simplificar o fluxo documental e legal do processo de exportação e melhorar a infraestrutura logística para o escoamento são algumas das ações que deveriam ser implantadas para aumentar a competitividade das empresas brasileiras", aponta o levantamento.


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